Comité Olímpico Cabo-verdiano inaugura nova sede - um espaço “100% sustentável”
A presidente do Comité Olímpico Cabo-verdiano, Filomena Forte, afirmou hoje que a nova sede da instituição, inaugurada em Achada Grande Trás, na Cidade da Praia, simboliza uma nova etapa, assente na inovação, sustentabilidade e no reforço do papel do desporto no desenvolvimento do país.
Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de inauguração da nova sede do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC), Filomena Forte afirmou que o edifício traduz a concretização de um projecto ambicioso e diferenciador no contexto africano.
“O futuro que já não é futuro, é presente, mas é um sonho que se transformou em realidade”, afirmou, explicando que a instituição optou por não seguir modelos convencionais e decidiu inovar na concepção da infraestrutura.
De acordo com a responsável, a sede foi concebida como um espaço “100% sustentável”, incorporando soluções voltadas para a eficiência no uso da água, energias renováveis e utilização de materiais reciclados.
A dirigente sublinhou que o projecto pretende servir de exemplo no continente africano, demonstrando que é possível desenvolver infraestruturas de qualidade com recursos limitados.

“O que nós quisemos mostrar é que, em países africanos com poucos recursos, pode-se gastar menos. É possível fazer muito com pouco”, frisou.
O financiamento inicial contou com o apoio do Comité Olímpico Internacional, que disponibilizou 200 mil dólares, tendo o comité mobilizado posteriormente outros recursos para a concretização da obra, ainda por concluir na sua componente exterior.
Mais do que uma infraestrutura administrativa, realçou, a nova sede foi pensada como um espaço multifuncional, vocacionado para a formação, promoção de oportunidades e integração da comunidade, especialmente dos jovens.
“Hoje não apresentamos apenas uma sede, apresentamos uma visão”, declarou Filomena Forte, acrescentando que o espaço será aberto à comunidade e orientado para a inclusão e o desenvolvimento humano.
A responsável destacou ainda o envolvimento de diversos parceiros nacionais e internacionais, nomeadamente a ACNOA e a Câmara Municipal da Praia, que contribuíram para a materialização do projecto.
No plano desportivo, considerou que a nova fase traz consigo maiores responsabilidades para o país, sobretudo após a conquista da primeira medalha olímpica nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
“Nós agora não podemos esperar menos. Temos que trabalhar para que Cabo Verde possa ter mais progresso, consigamos ter mais medalhas”, afirmou, defendendo que o impacto dos atletas na sociedade deve ser o principal legado do desporto.
Apontou ainda que a concretização desta obra foi possível graças ao financiamento do Comité Olímpico Internacional e da Associação dos Comités Olímpicos Nacionais Africanos, bem como ao apoio de parceiros nacionais.
À margem do evento, Filomena Forte revelou ainda que o presidente da Associação dos Comités Olímpicos Africanos (ACNOA), que se encontra em visita ao país no quadro da inauguração da nova sede do Comité Olímpico Cabo-verdiano, foi recebido pelo Presidente da República José Maria Neves, num encontro que serviu para agradecer o apoio institucional ao desporto e ao projecto da nova sede.
“Fomos agradecer ao Senhor Presidente da República com um troféu e também por todo o apoio que tem dado ao desporto e por ter estado sempre ao nosso lado”, afirmou, explicando que o projecto já havia sido anteriormente apresentado ao Chefe de Estado, que, apesar de não marcar presença na cerimónia por razões institucionais, tem sido “um apoio forte”.
Com Inforpress



