Ponta Preta inaugura esta segunda-feirea GKA Kitesurf World Tour 2026
A praia de Ponta Preta, em Santa Maria, na ilha do Sal, acolhe a partir desta segunda-feira, 16, a primeira etapa deste ano do “GKA Kite World”, do circuito do Campeonato do Mundo de Kitesurf.
Em entrevista à Inforpress, José Silva, conhecido por “Djô da Silva” explicou que os preparativos “estão a correr lindamente”, com praticamente toda a estrutura montada, faltando apenas a afinação técnica do sistema de “live streaming” para assegurar a transmissão em directo da prova para o público nacional e internacional.
Segundo o responsável, as inscrições dos atletas estão marcadas para às 09:00, desta segunda-feira, 16, seguindo-se o habitual “check” das condições do mar, estando o possível início da competição apontado para o meio-dia, caso as ondas apresentem energia suficiente.
Conforme acrescentou, a organização privilegia, por norma, o arranque com a prova feminina e estão inscritos 18 atletas femininos e 24 masculinos, com baterias de 20 minutos, podendo estender-se até 25 ou 30 minutos.
Djô Silva adiantou que o plano principal é manter a competição em Ponta Preta, mas a organização dispõe de um plano B, apontando para a zona de Kite Beach, caso as condições não sejam favoráveis.
“No ‘sport libre’ temos de trabalhar sempre com plano A, B ou C, as melhores na praia de Ponta Preta estão previstas para os dias, 19, 20 e 21, mas o importante é garantir o sucesso do evento”, frisou.
O responsável destacou ainda o forte investimento na infra-estrutura tecnológica, com instalação de fibra óptica na praia, permitindo transmissões em alta qualidade para o exterior, que, conforme afirmou, é fruto de uma forte parceria com a Alou.
Entre os principais nomes em prova, Djô Silva apontou o cabo-verdiano Airton Cozzolino, hexacampeão do mundo, que compete em casa, Matchu Lopes além de atletas como James Carew, Sébastien Ribeiro e o brasileiro Artur Chumbinho, campeão da etapa da Taíba, no Brasil.
“Estão aqui os melhores do ranking mundial. Muitos já treinam há mais de dois meses na ilha, adaptando-se às condições exigentes de Ponta Preta”, realçou.
Para o organizador, a realização da etapa mundial em Cabo Verde tem uma “importância enorme”, não só do ponto de vista desportivo, mas também económico, dinamizando sectores como hotelaria, restauração, rent-a-car e serviços turísticos.
Djô Silva defendeu que a aposta contínua do país, em parceria com instituições como os ministérios do Desporto e do Turismo, contribui para consolidar Cabo Verde como destino de turismo desportivo, para além do tradicional “sol e praia”.
A competição decorre até ao dia 21, estando a organização atenta às previsões de vento e ondulação, com a expectativa de melhores condições ao longo da semana.

