EUA matam na Síria líder da Al-Qaeda ligado a morte de norte-americanos em 2025
Nova Iorque, 18 jan 2026 (Lusa) - Os Estados Unidos declararam que as forças norte-americanas mataram na Síria um líder ligado à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico (EI), responsável pela emboscada que matou dois militares dos EUA e um intérprete civil em 2025.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou no sábado que levou a cabo o ataque no noroeste da Síria na sexta-feira, como parte de uma série de ataques contra o Estado Islâmico, iniciados após as mortes de cidadãos norte-americanos.
"Bilal Hasan al-Jasim era um líder terrorista experiente que planeava ataques e estava diretamente ligado ao atirador do EI que matou e feriu militares norte-americanos e sírios no mês passado em Palmira, na Síria", explicou o comando num comunicado.
O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a morte demonstra "a determinação" dos EUA em "perseguir terroristas que atacam" forças norte-americanas.
"Não há lugar seguro para aqueles que realizam, planeiam ou inspiram ataques contra cidadãos norte-americanos e nossos combatentes. Nós os encontraremos", acrescentou.
Sob a Operação Hawkeye Strike, as forças norte-americanas e aliados atingiram mais de 100 alvos de infraestruturas e armamento do Estado Islâmico com mais de 200 munições de precisão.
De acordo com o comunicado, as forças norte-americanas capturaram "mais de 300 operativos do EI e mataram mais de 20 pessoas em toda a Síria no último ano, eliminando terroristas que representavam uma ameaça direta para os Estados Unidos e para a segurança regional".
Há uma semana, o comando anunciou a realização de uma segunda ronda de bombardeamentos contra "múltiplos alvos" do EI em retaliação pelas mortes de três norte-americanos.
Em 13 de dezembro do ano passado, três cidadãos dos EUA foram mortos e outros três ficaram feridos quando um atirador solitário do Estado Islâmico, que foi posteriormente morto, invadiu uma reunião entre soldados e líderes locais.
Desde o retorno do Presidente norte-americano, Donald Trump, à Casa Branca, há quase um ano, os EUA realizaram ações militares em seis países (Iémen, Somália, Irão, Nigéria, Síria e Venezuela), a maioria delas ataques aéreos com aviões ou drones contra alvos que Washington considera estratégicos.
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Enquanto isso, o líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) considera que os combates entre exército sírio e forças curdas da Síria visam “sabotar o processo de paz” iniciado na Turquia, avançou hoje uma delegação que visitou Abdullah Öcalan na prisão.
Öcalan “vê esta situação como uma tentativa de sabotar o processo de paz e o estabelecimento de uma sociedade democrática”, afirmou a delegação do partido DEM, o terceiro maior partido do parlamento turco pró-curdo.
A delegação visitou o fundador do PKK - organização política militante curda e grupo guerrilheiro armado sediado principalmente nas regiões montanhosas de maioria curda do sudeste da Turquia, norte do Iraque e nordeste da Síria - que está preso em Istambul desde 1999.
Segundo membros do DEM, que afirmaram ter passado “duas horas e meia” com Abdullah Öcalan, conhecido como “Apo” pelos seus apoiantes, o líder do PKK “reafirmou o seu compromisso com o processo de paz e sociedade democrática e indicou que o objetivo de 27 de fevereiro se mantém válido”, tendo pedido que fossem “tomadas as medidas necessárias para avançar”.
O líder do PKK pediu, a 27 de fevereiro de 2025, que o movimento se dissolvesse e depusesse as armas para pôr fim a mais de quatro décadas de lutas que causaram a morte de pelo menos 50.000 pessoas, respondendo assim a uma iniciativa de Ancara.
Na sequência deste apelo, o PKK declarou, a 01 de março do ano passado, um cessar-fogo unilateral, comprometendo-se a não realizar ações armadas a menos que fosse atacado.
C/Lusa
